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Num mercado
competitivo, a diferenciação é cada vez mais necessária no
que tange à oferta de bens e serviços. Essa diferenciação
se torna cada vez menos perceptível nos quesitos “preço” e
“qualidade”, que passam a ser pré-requisitos mínimos para
a manutenção do negócio.
Como, então se destacar da concorrência? A resposta está
naquilo que vem sendo observado em praticamente todos os
segmentos do varejo (seja de comestíveis, bens de consumo
duráveis ou semiduráveis) – agregar cada vez mais serviços
aos produtos comercializados.
Mas, como se define serviço?
No conceito do marketing moderno, “serviço é tudo aquilo
que se relacione com o produto principal comercializado;
mas que não sendo o produto principal, custe muito menos
(geralmente até 20%) que o produto principal, e que possa
representar uma venda agregada. Essa venda se processa por
impulso e gera no consumidor a sensação de usufruir melhor
o investimento realizado”. Há portanto uma diferenciação
da concorrência e uma fidelização do consumidor.
Como exemplo de serviços agregados, podemos citar:
- Na venda de aparelhos de ar condicionado ou sistemas de
som em revendas de automóveis, estes aparelhos representam
um valor pequeno em relação ao valor do veículo, mas
permitem um melhor desfrute do mesmo.
- Nos supermercados, as pequenas gôndolas próximas aos
caixas (check-outs) oferecem produtos com valores
reduzidos, e com elevado apelo aos nossos sentidos
(visual, olfativo ou táctil). Apesar dos produtos ali
colocados terem valores que dificilmente ultrapassem R$
10,00, chegam a representar vendas adicionais da ordem de
10% das compras médias nas lojas.
- Nos postos de gasolina, observamos uma clara tendência
de implantação das “Lojas de Conveniência” que oferecem ao
consumidor de combustível, um amplo mix de produtos,
gerando um expressivo aumento no volume de vendas.
Além dos exemplos apresentados acima, poderíamos lembrar
de muitos outros que fazem parte do nosso dia-a-dia, e na
maior parte das vezes, sequer nos apercebemos.
Independentemente do observado, o que se verifica em todos
eles é o objetivo de tornar o ponto-de-venda mais atraente
ao consumidor, aumentando a venda média e o grau de
fidelização do cliente. O resultado poderá ser medido em
R$/m2, R$/funcionário, R$/operação, R$/visita, etc.
Este movimento é universal, e independe do tipo de negócio
que se realiza – seja na venda de salgadinhos na padaria
da esquina, seja na venda de roupas na boutique da moda, e
também na venda de calçados nas lojas. |
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Como o conceito
de agregar serviços se aplica na venda de calçados,
bolsas, vestuários e acessórios fabricados em couro
(natural ou sintético) ou materiais alternativos?
A resposta lógica vem do fato de que qualquer consumidor
(masculino ou feminino) que adquire um calçado, bolsa ou
outro acessório, vai precisar conservá-lo. O melhor lugar
para a aquisição dos produtos para sua manutenção é sem
dúvida o ponto-de-venda onde o artigo foi adquirido.
Um dado levantado em uma pesquisa realizada em nível
nacional (feminino e masculino) mostrou que enquanto a
compra de um par de calçados motiva em média 2 visitas/ano
do consumidor ao ponto-de-venda, um produto para
manutenção e conservação chega a provocar até 8
visitas/ano do mesmo consumidor ao ponto-de-venda. Sob
esta ótica, a linha de conservantes exerce um papel
semelhante ao exercido pelo crediário das lojas, que
obriga o cliente a visitas mensais à loja para o pagamento
do carnet.
Um segundo ponto importante a se ressaltar está na
barreira que o vendedor opõe à introdução da linha de
produtos para manutenção e conservação em lojas de
calçados, bolsas, vestuário e artigos de couro. Isso vem
da falsa premissa que o calçado ou artigo de couro mantido
com um produto adequado terá sua vida útil aumentada. O
vendedor condicionado pelo falso raciocínio que vendendo
calçados mais duráveis, reduz suas vendas e , em
conseqüência seus ganhos. O erro reside no fato de que
todo artigo ou produto, é projetado para um determinado
período de vida útil. Este período, no caso de calçados,
depende basicamente de 3 fatores:
(a) material utilizado na sua fabricação (couro de melhor
ou pior qualidade, etc.);
(b) processo empregado na sua fabricação (construção
costurada ou colada, etc.);
(c) modo de utilização durante a vida útil (forma de
caminhar, etc.).
Ora, se o conservante não aumenta a vida útil do artigo,
qual será sua finalidade? Um calçado (por exemplo), que
tenha sido projetado para durar 1 ano, pode passar este
período com uma melhor ou pior apresentação. Ocorre que o
produto para manutenção e conservação, permitirá que o
calçado ofereça melhor desfrute com uma apresentação
próxima àquela que tinha na ocasião da sua compra.
Barreiras na venda de calçados e artigos de couro, poderão
ser eliminadas, se ao consumidor forem oferecidas soluções
e esclarecimentos sobre suas dúvidas. Dificuldades maiores
ocorrem na aquisição de determinados materiais mais
sensíveis, pela rápida deterioração da sua aparência
(principalmente couros acamurçados – camurça, nobuck,
antílope ou chamois). Apesar de serem materiais bonitos,
confortáveis e agradáveis ao uso, seu aspecto original
rapidamente é perdido, principalmente no que se refere às
cores, toque e maciez. Com a possibilidade de resolver os
problemas inerentes ao material, as barreiras à sua
aquisição desaparecem, e portanto o giro desses produtos
passa a ser facilitado. Da mesma maneira se observa um
aumento de 2% a 3% no volume de venda, quando são
oferecidos ao consumidor produtos que permitam adaptar os
calçados que tenham problemas de calce (meio-ponto,
calçados mal ajustados, etc.). |
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Do que foi
exposto acima, podemos enumerar algumas das enormes
vantagens ao ponto-de-venda na oferta ao consumidor final
de uma linha adequada de produtos de manutenção e
conservação de calçados, bolsas, vestuário e demais
artigos fabricados em couro (natural ou sintético) ou em
materiais alternativos:
1. O conservante aumenta as oportunidades de venda dos
artigos principais da loja, uma vez que aumenta a
visitação (e, portanto a exposição do cliente ao trabalho
do vendedor) ao ponto-de-venda em até 4 vezes. O cliente
entra mais vezes e passa mais tempo na loja (objetivo de
qualquer lojista), criando mais oportunidades de venda.
2. O conservante não reduz o volume de vendas dos artigos
principais da loja, uma vez que sua vida útil não é
ampliada. O que ele faz é melhorar o desfrute e a
apresentação do artigo durante sua vida útil. Isso sem
dúvida transmite ao consumidor a sensação de confiança e
fidelidade ao ponto-de-venda.
3. O conservante elimina barreiras no consumo de
determinados tipos de material, facilitando sua venda e
aumentando o giro do estoque.
4. O conservante quando exposto nas vitrines, passa a
servir como mais um elemento de atração para a entrada do
consumidor no ponto-de-venda, aumentando também a
freqüência de visitação à loja.
Pelo que foi apresentado, o que se tem observado em países
do mercado europeu e norte-americano onde a prática do
trabalho com tais produtos tem muita tradição, os produtos
para embelezamento, manutenção e conservação de calçados,
bolsas, vestuário auxiliam e ampliam o volume de vendas
destes produtos, por trazer aos consumidores, soluções aos
problemas verificados na utilização dos mesmos. |
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